Os Discentes Willian Barella, Fernando Limoeiro e Luna Gonçalves, do Campus Xerém/UFRJ, formaram uma das seis equipes que apresentaram trabalhos com o tema “o cérebro e a educação”. Representando as Américas no evento Hack The Brain 2015.

Eles desenvolveram um sistema capaz de alterar a luz do ambiente usando a mente. O OpenBCI, dispositivo com eletrodos colocado sobre a cabeça, é capaz de captar a atividade cerebral associada a menor ou maior concentração do usuário e, de acordo com essas variações, alterar a iluminação do ambiente com luzes de diferentes cores.

Uma das aplicações do sistema à educação, explica Barella, é a possibilidade de criar espaços responsivos, que a criança possa manipular, reconhecendo momentos de concentração e de dispersão.

O termo biohacking significa hackear organismos vivos. Isto é, pesquisar livremente interações do corpo com a tecnologia, quase sempre sem o apoio formal de uma universidade. Biohackers, em sua maioria, são indivíduos ou startups. Para fazer suas investigações, criam alternativas para equipamentos caros. É o caso dos estudantes brasileiros. “Conseguimos fazer por R$ 400 uma incubadora para preservar organismos vivos que costuma custar de R$ 8 a R$ 72 mil. O biohacking é isto: construir equipamentos de baixo custo e com maior facilidade de manutenção – porque essas máquinas vêm de longe e, quando quebram, às vezes demoram meses para serem consertadas. Enquanto isso, a pesquisa fica parada.”

Ele comenta que a academia é conservadora por questões de bioética, ou seja, temem que o conhecimento científico seja mal usado. Sobre isso, ele cita a apresentação da bióloga Ellen Jorgensen no TEDGlobal 2012, quando ela diferencia biohackers, que respeitam as leis locais e estaduais sobre propriedade intelectual, sobre procedimentos seguros e cuidados com organismos patogênicos, de bioterroristas, que não se importam com problemas que suas  experiências podem trazer à humanidade.

Fonte:http://revistaneuroeducacao.com.br/estudantes-da-ufrj-representam-o-brasil-em-evento-sobre-biohacking-na-holanda/

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